Ed#1 | ColaborARTE | Crowdfunding Para que e porquê?

março 31, 2017 2:55 pm Publicado por Deixe um comentário

Atravéz do ColaborArt vamos abordar assuntos voltados à disseminação da cultura colaborativa em todas as suas vertentes. Nesta edição especial, falaremos um pouco sobre o Crowdfunding, fazendo referência ao filme Living on One Dollar, e logo você entenderá o motivo.

De maneira mais genérica, o Crowdfunding é um financiamento coletivo. Consiste na obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo através da agregação de múltiplas fontes de financiamento, em geral pessoas físicas interessadas na iniciativa. O termo é muitas vezes usado para descrever especificamente ações na Internet com o objetivo de arrecadar dinheiro para artistas, jornalismo, pequenos negócios e start-ups, campanhas políticas, iniciativas de software livre, filantropia e ajuda a regiões atingidas por desastres, entre outros.

Pode parecer estranho, assim como os anúncios de clique aqui na internet, mas este tipo de colaboração existe e há alguns sites brasileiros que fazem esse trabalho, assim como o Bicharia, que arrecada fundos para realizar projetos veterinários, ou o Juntos.Com.Vc, que visa democratizar a cultura de doação no Brasil, fazendo com que qualquer pessoa possa contribuir com projetos sociais.

A partir de uma visão menos coletiva, muitos dizem ser quase impossível realizar projetos com estas ferramentas ou que sempre haverá alguém que tomará para si parte das doações. Porém este é um pensamento perigoso quando o objetivo é promover a contribuição
socio-econômica, mas nunca deixe de lado o benefício da dúvida.

Pesquise, entre em contato, visite os parceiros enfim, estabaleça um contato direto com o beneficiado de cada um dos projet os. Algumas pessoas vão à fundo até terem certeza do quanto é difícil haver humanismo entre tanto ouro e prata. É o exemplo de dois jovens norte americanos, estudantes de economia, que viajaram para a Guatemala com o objetivo de vivenciar a extrema pobreza, gastando um dólar por dia durante dois meses, originando o documentário Living on One Dollar.

Hoje há cerca de 1,1 bilhão de pessoas que vivem com menos de um dólar por dia. Sabendo disso, Chris e Zack, certos que as teorias dos livros não podiam mostrar à eles essas barreiras, decidiram viajar à Guatemala. As filmagens foram feitas no município de Peña Blanca, cidade com 300 habitantes. Simulando a vida dos habitantes do vilarejo, os jovens dividem alguns dólares, equivalentes a dois meses, em números que são sorteados uma vez por dia simbolizando o orçamento disponível, pois todos que moram por ali são mãos de obra terceirizada e não sabem quando ou quanto vão receber. O segundo aspecto de pobreza simulado é o processo para abrir um novo negócio. Qual a maneira de saber o quanto ganham essas pessoas, como guardam dinheiro, como convivem? É difícil imaginar algo dest e nível.

Os estudantes conhecem o casal Anthony e Rosa, 24 e 20 anos respectivamente, que administram uma casa com 8 pessoas, entre filhos e parentes. Esta família vive com $1,25 dólar por dia, divididos entre custos com um recém nascido, a esc ola das crianças e o c onserto da casa. A surpresa vem quando descobrem que Anthony teve a iniciativa de se juntar com 12 amigos e cada um economizar $12 dólares por mês. No final do mês o valor total de $144 dólares era distribuído aleatoriamente entre um dos membros do grupo. Este processo se repete nos meses seguintes até que cada um tenha se beneficiado de uma grande quantia por vez.

Somente Anthony tem um emprego com salário fixo, por isso é o único do vilarejo capaz de fazer um empréstimo no banco. Para não contar
tudo que acontece no documentário, finalizo dizendo que não expus nem a metade da história, mas destacamos o ponto pretendido.

Assistam!

Este é um ótimo exemplo de como a captação coletiva de capital, ou o crowdfunding, atuam. Há pessoas que não têm quase nada, ou poucos
bens materiais e riquezas financeiras, mas que abrem mão de um valor significativo para ajudar alguém próximo, pois sabem que dependem da colaboração para a boa convivência.

A iniciativa adotada por Anthony em Peña Blanca já beneficiou famílias de diversas maneiras, com aquisição de um fogão novo, realização de um casamento e possibilitando sonhos simples como o de terminar os estudos. Modelos diferentes de atuação no mercado como o Crowdfunding, bancos comunitários e cooperativas nos dão alguma convicção que podemos ir tão longe quanto a NASA ao se preparar à chegada em Marte, unindo mentes e corações afim de levar toda humanidade a um futuro sem limites a nossa imaginação.

Artigo elaborado por José Augusto, mídias sociais e ousado.

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